Amiga, hoje eu quero te fazer um convite poderoso, um chamado que ecoa de dentro, lá das suas raízes mais ancestrais: um convite para você acessar a sua Mulher Selvagem!
Não é novidade que, por muito tempo, a mulher foi extremamente castrada e reprimida. Simplesmente por ser ela mesma, por ser esse ser mágico, cíclico, um ser que sangra, que gera vida, que alimenta outro ser humano com o próprio corpo. Nossa essência foi silenciada, rotulada, e muitas vezes punida. Bruxa, sim! E com todo o poder que essa palavra carrega!
A Magia Cíclica: Seu Poder em Cada Semana
A beleza e a força da mulher residem na nossa natureza cíclica. Nós não somos lineares, não fomos feitas para ser as mesmas todos os dias. E isso é algo para celebrar! A cada semana do nosso ciclo, nós acessamos um poder diferente, uma energia única:
- Em uma semana, temos o poder da intuição, da clareza mental, daquela voz interna que nos guia com sabedoria.
- Em outra, temos o poder do acolhimento, da nutrição, da empatia, da capacidade de amar e cuidar.
- Em mais uma, temos o poder do renascimento, da renovação, da criatividade borbulhante e da força para iniciar novos ciclos.
Não é lindo isso? Não é mágico? É a dança dos nossos hormônios, uma alquimia interna que nos permite aprender a lidar com uma emoção diferente a cada fase. E nessa jornada de altos e baixos, de fluxos e refluxos, vamos nos entendendo e nos amando mais profundamente.
O Convite para a Expressão Primitiva: Sinta Todas as Emoções!
O convite, então, é para você se permitir acessar as suas emoções mais profundas e primitivas. É para mergulhar no seu lado animal, no seu instintivo, aquele que a sociedade muitas vezes tentou nos fazer esconder. A Mulher Selvagem não tem medo de sentir!
E o mais importante: é para se deixar levar principalmente pelas emoções e sentimentos que você, talvez, julgue como “errados”, “feios” ou “inaceitáveis”. Aquelas que a gente aprendeu a reprimir desde cedo, tipo a raiva, a frustração, a tristeza e o medo.
Essas emoções não são inimigas; são portais para a sua verdade. Elas trazem mensagens importantes, mas para ouvi-las, precisamos permitir que elas se manifestem, que o corpo as expresse.
Deixe Seu Corpo Falar: Movimento e Som para a Libertação
Sua Mulher Selvagem se expressa através do corpo e da voz. Permita que ela se liberte de formas físicas e sonoras:
- Deixar o corpo se expressar fisicamente:
- Dançar: Não precisa de técnica! Apenas se solte, se jogue na música, sinta o ritmo no seu corpo, sem julgamento.
- Bater os pés no chão: Libere a raiva, a frustração, a energia presa. Sinta a força dos seus pés enraizados.
- Socar um travesseiro: Descarregue a tensão, a impotência, sem machucar ninguém, apenas liberando o que precisa sair.
- Deixar o corpo expressar sonoramente:
- Gritar: Encontre um lugar seguro e liberte o grito que está preso na garganta. Pode ser um grito de raiva, de alegria, de frustração. Deixe sair!
- Chorar: Permita que as lágrimas lavem a alma. A tristeza precisa ser sentida para ir embora.
- Xingar: Se o palavrão vem, deixe-o vir! Ele pode ser uma forma poderosa de liberar uma energia intensa que precisa de vazão.
Acessar o seu lado primitivo, selvagem, animal, é abraçar a sua totalidade, a sua humanidade mais crua e autêntica.
No começo, pode ser estranho, desconfortável, até um pouco assustador. É normal sentir resistência, afinal, fomos ensinadas a nos conter. Mas eu te convido a ir aos poucos, no seu ritmo, a cada dia um pouquinho mais.
Permita-se essa libertação. Se jogue nessa experiência de autoconhecimento e empoderamento. A sua Mulher Selvagem está aí, esperando para ser livre e te mostrar todo o poder que existe em ser você, em toda a sua intensidade e magia.